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O que é uma aceleradora de startups?
19/04/2021

O que é uma aceleradora de startups?
19/04/2021

Você sabe o que é uma aceleradora de startups? Cada vez mais conhecidas, elas são extremamente importantes para o avanço da tecnologia e da ciência.

 

Startups são empresas de estruturas enxutas e muitas vezes apresentam investimentos financeiros iniciais limitados. Estas condições, associadas ao estágio de grande risco tecnológico em que seus produtos ainda se encontram, tornam-se fatores limitantes à sua consolidação no mercado.

A associação a parceiros, principalmente com expertise tecnológica e mercadológica, se apesenta como uma alternativa para acelerar o desenvolvimento das startups, buscando torná-las empresas rentáveis e que gerem resultados financeiros positivos. É justamente neste contexto que as chamadas Aceleradoras se fazem importantes, auxiliando pesquisadores e empresários que possuem produtos ou serviços em desenvolvimento a superar os desafios de seus projetos, seja através de investimentos, consultorias, mentorias ou conexões com outros atores deste ecossistema. Airbnb, iFood e Uber são exemplos de startups que foram aceleradas e se tornaram negócios gigantescos.

Este artigo detalhará o que são aceleradoras, como elas operam, como elas são importantes para a tecnologia e como uma startup pode ser acelerada.

 

O que é uma startup

Segundo a Associação Brasileira de Startups, em 2019 já existiam cerca de 12.850 startups no Brasil. Mas o que é uma startup? De acordo com o SEBRAE, a primeira característica de uma startup é ser uma empresa em seu período inicial, isto é, estar em seus primeiros anos.

Além disso, é necessário ser repetível, ou seja, ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada. Ainda é preciso ser escalável, o que significa crescer cada vez mais sem que isso influencie no modelo de negócios.

O ciclo de vida de uma startup e o Vale da Morte

Além de incerto, o momento inicial das empresas necessita investimentos elevados, muitas vezes de retorno a longo prazo. É necessário investir em inteligência, infraestrutura, equipamentos, produtos, equipe e trâmites burocráticos. Porém, esta fase de desenvolvimento não traz renda à empresa, que ainda não tem o que oferecer ao mercado, conforme explicado na imagem abaixo:

 

Este estágio do ciclo de vida das startups tem o nome de vale da morte justamente por ser uma etapa que “mata” grande parte das empresas. Em algumas situações o ponto de equilíbrio, no qual a startup começa a lucrar o mesmo que gasta, também conhecido como break even point, pode demorar mais de 10 anos para chegar. Para se ter lucro considerável, o prazo é ainda maior que uma década.

É por isso que apenas 10% das startups conseguem passar pelo vale da morte e ter sucesso, como nos conta um artigo da Forbes. Esta taxa de sucesso de apenas 10% não é porque as ideias são ruins ou insustentáveis, muitas das ideias que não passam pelo vale da morte são as mesmas que são executadas por outras startups mais tarde e alcançam o sucesso.

O problema é que muitas vezes os empreendedores têm conhecimento técnico na área em que atuam, mas não têm suporte para completar estas fases iniciais. É justamente pela existência do vale da morte que as aceleradoras de startups têm um papel tão importante.

O que é uma aceleradora de startups

Aceleradoras de startups são organizações criadas para acelerar e suportar o desenvolvimento das startups, auxiliando-as a passar por este momento de incerteza e a completar sua transição pelo vale da morte. Embora o termo “aceleração” seja correto, o trabalho destas empresas vai muito além de acelerar as startups, sendo um verdadeiro “trampolim” que apoia nas mais diversas frentes e auxilia a empresa a se desenvolver e consolidar.

Para vencer o vale da morte, a principal necessidade de quase todas as startups é financeira. Portanto, a grande maioria busca nas parcerias um aporte em dinheiro. As aceleradoras de startups ainda podem auxiliar em conhecimento científico, de mercado e tecnológico, criando conexões, oferecendo infraestrutura, como estrutura laboratorial ou coworking, e até mesmo dando suporte na desburocratização dos processos de desenvolvimento.

O que é uma pré-aceleradora de startups

Existem também os programas de pré-aceleração, que como o próprio nome diz, vêm antes da aceleração. Programas de pré-aceleração são importantes para as fases bem iniciais da empresa, as chamadas early stage, nas quais ainda não existe um produto mínimo viável (MVP) nem uma forma definida de negócio.

Por ser uma etapa de estruturação, a pré-aceleração não oferece investimentos financeiros, focando no desenvolvimento das bases de negócio. Em resumo, a pré-aceleração é responsável por organizar a startup e prepará-la para a aceleração em si.

Como funciona o processo de aceleração de uma startup

Assim como todo negócio, as aceleradoras precisam ter lucro. O que as startups têm a oferecer como sua moeda de troca, geralmente, é uma porcentagem da empresa. O nome desta parte é equity.

Ao ser acelerada a startup cede um percentual da empresa que varia de acordo com diversos fatores, como estágio e riscos de desenvolvimento, potencial de mercado do produto ou serviço oferecido, valor investido pela aceleradora e tempo de aceleração. O cálculo desta quantia também leva em conta o valor de mercado que a startup já tem, que é conhecido como valuation.

A aceleradora, que no processo de aceleração pode ou não se tornar sócia da startup, investe no desenvolvimento da empresa, buscando a sua valorização. Com o processo de evolução desta empresa, seu valor cresce e a porcentagem da aceleradora se torna relevante. Em alguns anos chega o momento de exit, que é quando a aceleradora de startups entende que é o melhor instante para vender a sua parte adquirida no início da parceria.

Os dividendos provenientes da venda de sua participação em uma empresa permitem que ela faça outras parcerias e acelere novas startups, se tornando um ciclo virtuoso de aceleração e lucro, onde tanto a aceleradora quanto as startups ganham.

Tipos de aceleradoras de startup

Existem milhares de programas de aceleração espalhados pelo mundo e muitas vezes estão direcionados a determinado tipo de startup ou segmento de atuação. Mas, em suma, todos eles são divididos nas três categorias listadas abaixo:

Programa de aceleradoras privadas

Os programas de aceleradoras privadas são a grande maioria. Tudo o que foi explicado até agora se baseia nos programas privados.

Programas governamentais

Os programas governamentais são similares aos privados e têm uma única diferença essencial: a empresa não precisa pagar o equity para ser acelerada, ou seja, o programa é totalmente gratuito e o objetivo dele é somente desenvolver empresas. Este tipo de programas normalmente tem chamadas especiais que são voltadas para empresas específicas que cumpram com alguma necessidade do governo local.

Programas de aceleração pagos

Os programas de aceleração pagos são bem distintos. Em primeiro lugar, eles não pegam o equity das startups, mas cobram pela aceleração. Isso mesmo, as startups não recebem um aporte financeiro, pelo contrário, investem na aceleração. Em retorno, recebem mentorias para desenvolvimento e conexões com players do mercado.

Aceleradoras segmentadas

Algumas aceleradoras de startups têm um público-alvo específico e são especialistas neste segmento. Se a sua startup é um projeto de educação, por exemplo, busque uma aceleradora que seja expert em educação.

Este ponto faz toda a diferença. Pois, além do time de aceleração ter know-how na área em que atua, as conexões da aceleradora de startups são também voltadas para este mesmo público. Então não faz nenhum sentido ser acelerado por alguém que entenda de saúde se o seu negócio desenvolve trabalhos voltados para segurança cibernética, por exemplo.

Aceleradoras de startup de saúde

Um dos principais mercados de startups no Brasil é na área de saúde. Responsáveis por ajudar a salvar vidas e melhorar a qualidade no tratamento de diversas doenças, as startups voltadas para a saúde abrangem segmentos muito amplos e vão desde ciência pesada (hard science) até soluções mais simples que organizam a vida de pessoas que tomam remédios todos os dias.

Um dos principais aceleradores de startups de saúde do Brasil é o BiotechTown, especialista em biotecnologia e ciências da vida. Já são aproximadamente R$6 milhões investidos em startups deste segmento.

Suprindo a necessidade das startups, o BiotechTown conta com duas estruturas, uma laboratorial (Open Lab) e outra de produção (CMO), além de espaço de coworking e salas privativas para reunião.

Pré-aceleradoras de saúde

Dentre as pré-aceleradoras de startups de saúde no Brasil podemos citar o Lemonade, um programa da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) que já está na sua 16ª edição. No total, mais de mil empreendedores passaram pelo Lemonade, totalizando 394 startups pré-aceleradas.

Cotidiano das aceleradoras de startup

A parte operacional das aceleradoras é formada por agentes de negócios com amplo conhecimento na área em que atuam. Aceleradoras da área de biotecnologia, por exemplo, são formadas por cientistas biológicos, biomédicos, biólogos, químicos, bioquímicos e farmacêuticos, além de experts em negócios, finanças, marketing e outras áreas que são necessárias para o desenvolvimento completo de uma startup.

Basicamente, a equipe fica focada em duas frentes: a primeira e mais clara é o desenvolvimento de startups. O programa de aceleração é algo constante e que precisa ser acompanhado de perto. Desta forma, a equipe prepara mentorias exclusivas e focadas nas particularidades de cada startup. O suporte pode acontecer online, principalmente para startups que têm sua sede em cidades, estados ou até mesmo países diferentes da aceleradora, ou presencial.

A segunda frente é a prospecção de novas startups. A procura por startups que se encaixem no perfil que a aceleradora deseja leva tempo e precisa de aprofundamento.

Como escolher a aceleradora ideal para cada startup

Como saber qual a aceleradora de startups ideal para o seu negócio? Pegamos uma carona com a InovAtiva Brasil para elencar os principais critérios na hora de escolher em qual programa de aceleração se inscrever.

Requisitos para a inscrição

Cada aceleradora busca requisitos especiais, como faturamento, estágio de desenvolvimento e validação de produtos. Entenda quais são os requisitos que a sua startup cumpre e se candidate apenas para programas em que vocês se encaixam. Lembre-se que o processo seletivo das aceleradoras é bem rigoroso e a avaliação destes requisitos é parte essencial para a aprovação da startup.

Mentores

Se atente a quem são os mentores do time interno da aceleradora. Quais são as suas qualificações? Eles estarão preparados para te ajudar a alavancar o nível da sua startup? Avalie também se o time é completo, contando com profissionais de diferentes áreas que abranjam todo o seu negócio.

Benefícios

É interessante avaliar quais são os benefícios que a aceleradora oferece. Investimento financeiro, conexões com o ecossistema, infraestrutura para trabalho e desenvolvimento, mentorias individuais focadas nas particularidades da sua startup e visibilidade por meio de marketing são apenas alguns dos benefícios que podem ser comuns em programas de aceleração.

Investimento

Um dos grandes benefícios que as startups buscam em aceleradoras é o aporte financeiro. Como citado anteriormente, o investimento é essencial para suprir as necessidades financeiras da empresa e auxiliá-la na passagem pelo vale da morte.

Alguns tipos de programa de aceleração não oferecem valores financeiros diretamente, mas acabam proporcionando conexões com investidores.

Co-investimentos

Além do investimento financeiro que a aceleradora oferece no seu programa de desenvolvimento, ela pode também ter parcerias de co-investimento. O BiotechTown, por exemplo, tem parceria com empresas como a Alvarez & Marsal e a Saúde Global, empresas que participam da banca de seleção do Programa de Desenvolvimento de Negócios e avaliam as startups para co-investirem.

Os co-investimentos aumenta significativamente o aporte financeiro cedido às startups em um único programa de aceleração, trazendo novas possibilidades e muito mais acesso ao ecossistema.

Co-investimentos são interessantes não somente para a startup, mas também para aceleradora, que está conquistando um investimento para a sua própria empresa, como citado mais cedo. É um tipo de vitrine do seu próprio negócio.

Diferenças entre aceleradora e incubadora

Aceleradoras e incubadoras podem ser parecidas num primeiro momento, mas existem algumas diferenças. De acordo com a Whow, incubadoras são programas ligados a organizações sem fins lucrativos ou a instituições de ensino, sendo que 61% das incubadoras estão relacionadas a esta segunda. As incubadoras tendem a fazer negócios com startups em fases mais iniciais que aquelas que as aceleradoras investem.

As aceleradoras de startups, como já citamos, são geridas por empreendedores ou investidores experientes e têm foco em lucro. Portanto, são menos burocráticas e buscam startups promissoras.

Segundo o SEBRAE, aceleradoras são ideais para startups que buscam uma inovação radical ou de um modelo de negócios repetível e escalável, enquanto incubadoras são melhores para quem busca negócios baseados na economia tradicional.

Para facilitar o entendimento, veja as diferenças e os pontos de encontro entre incubadoras e aceleradoras na imagem abaixo:

** O BiotechTown, por ser um hub de inovação que investe e acelera empreendimentos, conta com estrutura técnica

 

O BiotechTown

O BiotechTown é um hub de inovação voltado exclusivamente para o desenvolvimento de empresas e negócios nas áreas de Biotecnologia e Ciências da Vida. Se baseando no slogan From Lab to Life, o BiotechTown apoia tanto startups já estabelecidas quanto de projetos em fase de inicial de desenvolvimento para que se tornem startups de sucesso.

Por meio do Programa de Desenvolvimento de Negócios, em apenas dois anos o BiotechTown já investiu em mais de 20 projetos, totalizando R$5.4 milhões. O Programa é composto por três etapas e sua fase de investimentos tem duração de 12 meses, sendo sucedida por uma parceria de gestão de longa data.

Considerado mais que um programa de aceleração, o PDN, além de aporte financeiro, oferece mentorias focadas nas particularidades de cada empreendimento e acesso às estruturas laboratorial (Open Lab) e de produção (CMO) do hub.

O Open Lab é um laboratório compartilhado de 363m² que possibilita o aluguel de equipamentos e estrutura, produção de ensaios ou experimentos e elaboração e execução de PD&I. Enquanto o CMO (Contract Manufacturing Organization) é uma planta de produção de 495m² criada para desenvolver lotes-pilotos e lotes comerciais de produtos para a saúde de forma exclusiva e customizada em escala industrial.

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