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8 de maio – Dia Mundial do Câncer de Ovário

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8 de maio – Dia Mundial do Câncer de Ovário

De todos os cânceres ginecológicos, o câncer de ovário é o mais difícil de ser diagnosticado e também o mais letal. Para trazer conhecimento à população sobre os sintomas, tratamento e prevenção, no dia 8 de maio é celebrado o Dia Mundial do Câncer de Ovário.

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Foto de Roman Kraft

 

Existem três tipos principais de tumores de ovário:

  • Tumores epiteliais: a partir das células que cobrem a superfície externa do ovário.
  • Tumores de células germinativas: Começam a partir das células destinadas a formarem os óvulos.
  • Tumores estromais: Começam a partir de células que produzem os hormônios femininos, estrogênio e progesterona, e que formam os ovários.

 

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Estatística

Segundo o World Ovarian Cancer Coalition, o câncer de ovário é o 7º mais comum no mundo e o 8º tipo de câncer que causa mais mortes em mulheres. 239.000 mulheres são diagnosticadas com câncer de ovário anualmente em todo o mundo, resultando em 152.000 mortes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), surgiram 6.150 novos casos no Brasil em 2018, o que equivale a um aumento de 3% em relação aos números de 2017.

 

Fatores de risco:
  • Idade: apesar de todas as mulheres correrem risco de desenvolver câncer de ovário, o risco aumenta com a idade, e se torna maior entre os 50 e 79 anos;
  • Histórico familiar: o risco é maior caso parentes de primeiro grau tenham tido câncer de ovário, de mama, endometrial ou colorretal;
  • Mutações genéticas do gene BRCA: portadoras dos genes BRCA1 apresentam 45% de possibilidade de desenvolver esse câncer e portadoras do gene BRCA2 apresentam 25% de chance;
  • Fatores reprodutivos e hormonais: Mulheres inférteis ou que nunca tiveram filhos;
  • Menopausa tardia.

 

Sintomas

O crescimento inicial desses tumores é lento e muitos vezes os sintomas demoram para começar a se manifestar. Os principais sintomas são:

  • Aumento do volume abdominal e inchaço contínuo na região;
  • Dificuldade de comer;
  • Dor abdominal pélvica;
  • Necessidade urgente e frequente de urinar;
  • Cansaço extremo;
  • Constipação e alteração na função digestiva;
  • Aumento e perda de peso inesperados, principalmente ao redor do abdômen.

 

Diagnóstico:

Conheça bem o seu corpo e fique atenta aos sintomas citados anteriormente. Caso surjam alguns dos sintomas acima, é recomendável que procure o auxílio de um médico rapidamente. Realize exames como ultrassonografia pélvica e de sangue para medir o nível do CA 125, que é um marcador tumoral. Raios X torácico, tomografia computadorizada e avaliação da função renal e hepática também podem auxiliar no diagnóstico dos casos avançados.

A laparoscopia e a biópsia do tumor podem auxiliar a identificar se outros órgãos também estão comprometidos.

 

Tratamento

Os tumores benignos costumam não se espalhar para além do ovário. Para este tipo de tumor é indicado o tratamento local com cirurgia, sem afetar o resto do corpo.

Já os tumores malignos, que mesmo após a cirurgia podem se disseminar para ouras partes do corpo, é indicado a quimioterapia. Esse tratamento utiliza medicamentos com o intuito de atingir as células cancerígenas presentes em qualquer parte do corpo.

 

Novas tecnologias

Para auxiliar o tratamento do câncer de ovário, a Oncotag, startup investida pelo BiotechTown, desenvolveu um painel de marcadores genéticos capaz de avaliar o prognóstico de pacientes com câncer de ovário. A solução surgiu a partir dos estudos de Letícia Braga, CEO e fundadora da Oncotag. Letícia é bióloga e mestre em genética, com doutorado em oncologia experimental. Seus estudos mostraram que o perfil genético do paciente é essencial para a escolha do melhor tratamento.

Leticia Braga, CEO da Oncotag no BiotechTown

Leticia Braga, CEO da Oncotag

 

Com o resultado do exame desenvolvido pela Oncotag, que estará disponível no mercado a partir do segundo semestre de 2019, o médico poderá tomar decisões mais eficientes para o tratamento, adequando-o ao perfil genético do paciente. Isso pode trazer benefícios como:

  • maior expectativa e qualidade de vida do paciente,
  • menor custo com internação e tratamentos,
  • tempo de tratamento mais curto,
  • menos efeitos adversos,
  • menor probabilidade de o tumor reaparecer.

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Outras recomendações para mulheres e curiosidades:
  • Consulte o ginecologista regularmente.
  • O exame de Papanicolau não serve para detectar tumor de ovário, mas sim para prevenir câncer de colo de útero e outras lesões.
  • Mulheres que tiveram vários filhos tem uma probabilidade menor de desenvolver esse tipo de tumor.
  • Caso você faça terapia de reposição hormonal, respeite as datas dos retornos ao ginecologista.
  • Estudos que indicam que a obesidade e o alto consumo de gordura pode aumentar o risco de câncer de ovário.
  • Se você tiver um parente de primeiro grau com histórico de câncer de ovário e/ou de mama, faça exames clínicos e ultrassonografias com maior frequência.
  • Os contraceptivos orais reduzem o risco de desenvolvimento desse tipo de câncer
  • Qualquer sangramento após a menopausa deve ser investigado por um médico.

Leia também

Outubro Rosa – Câncer de mama e de colo de útero

Anbiotec Brasil — Associação residente no BiotechTown


 

Fonte:

ovariancancerday.org  cancer.orginca.gov.brinca.gov.br/tipos-de-cancerworldovariancancercoalition.org | ovarian.org

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